O Pára-Raios não atrai a descarga elétrica, pois, instalado num ponto alto e sem oferecer resistência à eletricidade, apenas servirá como um caminho preferencial para a corrente do raio. No Brasil, a norma adotada para regulamentar as instalações de Pára-Raios é a NBR-5419/93 da A.B.N.T. (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que edita as condições mínimas exigíveis para a proteção de estruturas comuns, utilizadas para fins comerciais, residenciais, industriais, agrícolas, administrativos e também para estruturas especiais.

A norma contempla 2 tipos de proteção, o Sistema de Franklin e o Sistema de Gaiola de Faraday. O Sistema de Franklin é composto por um captador com 4 pontas, montado sobre um mastro cuja altura deve ser calculada conforme as dimensões da edificação, podendo se colocar um ou mais captores para uma proteção mais abrangente.

O Sistema de Gaiola de Faraday consiste em uma malha de captação, formando módulos retangulares, sempre utilizando cabo de cobre nu passando por suportes isoladores. É possível ainda, fazer uma associação dos dois sistemas, lembrando sempre que as características da edificação definirão a escolha de um dos Sistemas citados.     

É obrigatório por norma, efetuar vistoria técnica no sistema de Pára-Raios ao menos a cada 2 anos, ou após o Sistema ser atingido por alguma descarga elétrica atmosférica.

Instalações providas de Captores Radioativos (proibidos desde 1989) e instalações executadas antes de 1993 devem ser revisadas. Os captadores radioativos deverão ser recolhidos ao C.N.E.N.(Comissão Nacional de Energia Nuclear) e as instalações anteriores a 1993 deverão ser adequadas aos novos padrões, já que as normas utilizadas para tais instalações sofreram alterações em julho de 1993.

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